14 lugares abandonados mais incríveis do mundo

1. Ilha de Hashima – Japão

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A ilha Hashima, ou Gunkanjima, é uma cidade fantasma localizada próxima a cidade de Nagasaki no Japão. Comprada pela Mitsubishi em meados de 1890, a ilha foi povoada até 1974, quando os últimos habitantes deixaram a cidade. A economia da ilha era inteiramente baseada na extração de carvão do local, produto que era essencial para a geração de energia na época. Com a substituição do carvão por petróleo, a atividade começou a se tornar obsoleta, e a Mitsubishi se viu obrigada a encerrar as atividades de extração de minério no local.

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Atingindo seu auge em 1959, a ilha chegou a abrigar 5.259 habitantes em
sua extensão de apenas 160 metros de largura por 480 metros de comprimento, o que a fez um dos locais com maior densidade populacional do mundo na época. Foi também o local onde se construiu o primeiro prédio de concreto de larga extensão no Japão, em 1916, para abrigar a
grande massa de trabalhadores necessários para as minas.

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A ilha foi aberta para visitação em 2009, e tours turísticos permitem observar uma pequena parcela da antiga cidade. Hashima também pode ser apreciada através do Google Street View, basta procurar por Ilha Hashima no Google Maps.

2. Cemitério de carros de Chatillon – Bélgica

Cemitérios Carros Bélgica

O cemitério de carros de Chatillon, como era conhecido, foi um local que abrigava mais de 500 carros abandonados desde a Segunda Guerra Mundial. O cemitério originou-se quando ao fim da guerra, soldados americanos perceberam que os custos para se levar os automóveis até os Estados Unidos eram muito altos, então os esconderam em uma mata para que pudessem cuidar disso depois. Ao chegarem na América, foram novamente surpreendidos com o alto custo de se trazer os carros de volta. Resultado? Mais de 500 carros ficaram estacionados em uma floresta Belga, e permaneceram no local por décadas.

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Apesar de ser a história mais difundida sobre a formação do cemitério de carros, muitos moradores locais dizem que essa é apenas uma teoria sobre o local. Na verdade não há quaisquer registros e evidências que apontem para esse possível abandono de carros por soldados americanos, e para muitos, a real história por trás ainda permanece um mistério. Fato ou não, infelizmente não podemos mais ir pessoalmente checar o local. Segundo viajantes de fóruns que foram até o cemitério, o prefeito ordenou a limpeza do local em meados de 2010 e hoje não há mais nenhum vestígio do famoso cemitério de carros de Chatillon.

3. Chateau Miranda – Bélgica

Chateau Miranda

O Chateau Miranda foi um castelo de estilo neo-gótico situado na Bélgica. Construído em 1866, o castelo foi encomendado pela família Liedekerke-De Beaufort que abandonou sua residência na França, devido a revolução francesa. O castelo foi projeto pelo famoso arquiteto inglês Edward Milner, que acabou falecendo antes da conclusão da obra.

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A construção foi concluída 41 anos depois de seu início, em 1907. A família continuou morando no castelo até a Segunda Guerra Mundial, quando foi ocupado por forças alemãs. O castelo participou da famosa Batalha das Ardenas, na qual a Alemanha lançou sua última ofensiva contra os aliados, antes de ser derrotada.

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Após a guerra, o castelo fou tomado pela companhia nacional de ferrovias Belga, e teve seu nome alterado para Chateau de Noisy. Sob o domínio da companhia, o castelo se tornou um orfanato e também um local de acampamento para crianças doentes. O castelo permaneceu nessa função até 1991, quando os custos de manutenção do mesmo estavam muito altos e então foi abandonado. O Chateau Miranda foi demolido em 2017.

4. Halcyon Hall (Estados Unidos)

Halcyon Hall

O Halcyon Hall, ou Bennett College, foi uma faculdade para mulheres construída em 1893. Localizado em Nova York, o prédio principal foi inicialmente erguido para ser um hotel de luxo, atividade que durou poucos anos no local. Transformado em uma faculdade para mulheres em 1907, o Halcyon Hall permaneceu assim até 1978 quando a faculdade foi a falência.

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O local foi adquirido em 2014 por novos donos, e os mesmos possuem planos de demolir o prédio para a instalação de um estacionamento no local. Por enquanto o prédio ainda está de pé e atrai a visita de muitos curiosos, sendo um excelente local para fotógrafos.

5. Hotel del Salto (Colombia)

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O Hotel del Salto, foi uma mansão construída em 1923 na cidade de San Antonio del Tequendama, Colombia, e que serviu como hotel durante muitos anos. Construída como um símbolo de riqueza para a elite da década de 20, a mansão foi convertida em hotel em 1928 e encantava os hóspedes pela sua incrível vista da cachoeira de Taquendama, com seus imponentes 132 metros de altura.

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O sucesso do hotel foi aos poucos se deteriorando devido a crescente poluição do rio e a construção de uma hidrelétrica perto do local, o que acabou tirando o encanto dos turistas pelo local. Em meados de 1990 o hotel foi abandonado, e apenas em 2011 um fundação ecológica resolveu iniciar uma reforma no histórico hotel, transformando-o hoje em um museu ecológico, que pode ser visitado.

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Um dos rumores recorrentes sobre o abandono do Hotel del Salto, é que muitas pessoas passaram a acreditar que o local era assombrado. Relatos revelam que a cachoeira de Taquendama foi muito utilizada para cometer suicídios, e uma lenda afirma que essa prática iniciou-se há séculos atrás, com indígenas locais que não queriam ser capturados pelos Espanhóis.

6. Cidade Olímpica de Saravejo (Bósnia e Herzegovina)

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A Cidade Olímpica de Saravejo foi o local que abrigou os Jogos Olímpicos de Inverno de 1984, em Saravejo, na antiga Iugoslávia. Foi a primeira vez que um país socialista abrigou os Jogos Olímpicos de Inverno.

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Pouco menos de dez anos após sedir os jogos olímpicos, a cidade olímpica foi palco de uma das mais sangrentas guerras civis do século 20. De 1992 a 1995, a Guerra da Bósnia causou dezenas de milhares de mortes, na qual Sarajevo sofreu o mais longo cerco da história das guerras modernas.

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Em alguns lugares da cidade olímpica, como a pista de Bobsled e Luge, é possível ver diversas marcas de tiros entre as rachaduras e a vegetação. É sabido também que há muitas minas terrestres perdidas entre as construções abandonadas, o que torna um lugar perigoso para se visitar, ainda que receba diversos curiosos ano após ano.

7. Casa do Partido Comunista Búlgaro (Bulgária)

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A Casa do Partido Comunista Búlgaro, como o próprio nome define, foi um monumento erguido sob o monte Buzludzha, que serviu como congresso do partido comunista do país por cerca de nove anos. Sua construção teve início em 1974 e foi concluída em 1981, e envolveu inúmeras explosões de TNT para nivelação do pico do monte.

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O monumento foi abandonado após a queda da cortina de ferro na Europa, em 1989, e desde então, os governos não conseguiram levantar verbas suficientes para restaurar ou então demolir o prédio.

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Apesar das quase irreversíveis ações de vândalos e da ação do tempo, existe hoje um projeto que está arrecadando verbas para restaurar o local, e transformá-lo em um museu. O projeto, visto acima, visa restaurar e modernizar o monumento, e contará com interações em 3D, realidade aumentada e até um deck panorâmico.

8. Maunsell Forts (Inglaterra)

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Os Fortes de Maunsell, que possuem esse nome devido ao seu projetista Guy Maunsell, são torres armadas que foram usadas como fortes de defesa na Segunda Guerra Mundial. Criadas em 1942, as torres estão localizadas nos estuários dos rios Tâmisa e Mersey, na Inglaterra, e possuíam armas anti-aéreas para inibir ataques bombardeiros em Londres.

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As torres foram abandonadas logo após o fim da guerra, porém foram reocupadas na década de 60 e usadas por rádios piratas por quase 10 anos, quando foram proibidas de continuar suas atividades pelo governo inglês. Porém, uma das torres mais afastadas continuou com as transmissões devido a sua localização, fora dos domínios legais da Inglaterra. Posteriormente essa torre chamou a atenção por algo muito mais inusitado.

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Após alguns anos de moradia e transmissão de uma rádio pirata, a torre declarou-se uma nação! Isso mesmo, o Principado de Sealand como é chamado, auto denomina-se um país até hoje. Embora não seja reconhecido por nações soberanas e nem pela ONU, Sealand possui bandeira, brasão, hino, moeda própria e até passaporte. O principado hoje possui 27 habitantes e sobrevive de negócios da internet, tendo um PIB de 600 mil dólares, nada mal.

9. Vale dos Moinhos (Itália)

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O Vale dos Moinhos, localizado em Sorrento na Itália, é um pequeno vale que abriga um moinho feito sobre rochas, com mais de 700 anos. Sabe-se que o moinho era utilizado para moer grãos, e funcionou por mais de seis séculos até ser desativado na década de 40.

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As duas razões que levaram ao abandono do moinho teriam sido a excessiva umidade do local, devido ao mesmo se encontrar entre montanhas e próximo ao mar. E seu isolamento, causado pela construção da Piazza Tasso em sua frente, uma famosa praça da cidade de Sorrento.

10. Parque do País das Maravilhas (China)

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Este parque temático do País das Maravilhas, ou Wonderland, foi um parque de diversões nunca acabado nos arredores da cidade de Pequim. Iniciada sua construção na década de 90, o projeto foi paralisado em 1998 devido a problemas financeiros com o grupo tailandês que o encabeçava.

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O Wonderland Chinês teria sido o maior parque temático de toda a Ásia se tivesse sido concluído, pois sua área englobava incríveis 49 hectares. Em 2008 houve um tentativa de retomar a construção do parque, porém sem sucesso. Após muitos anos de abandono, fazendeiros locais começaram a cobrar o governo sobre a área, que poderia ser utilizada para agricultura e então, a demolição total do parque teve início em 2013.

11. Kolmanskop (Namíbia)

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Kolmanskop é uma cidade fantasma situada no deserto da Namíbia, que tinha como principal atividade econômica a extração de diamantes. Fundada por Alemães, a cidade foi construída em 1908 e abandonada em 1954 após a escassez do minério no local. Em seu auge a cidade possuía hospital, salão de festas, central elétrica, pistas de boliche, piscina e até um casino.

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A cidade impressionava pela construção de grandes e elegantes mansões em meio ao deserto, que traziam os traços da arquitetura germânica. A maioria das casas já foi destruída pelo vento ou engolidas pelas dunas de areia, mas ainda é possível ver diversas estruturas em pé.

12. Craco (Itália)

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A comuna de Craco localizada ao sul da “bota”, é um vilarejo com aproximadamente 800 habitantes. Porém, o que chama atenção é seu centro histórico, completamente abandonado que o caracteriza como uma cidade fantasma.

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Com uma origem medieval, a cidade tem seu primeiro relato no ano de 1060 e posteriormente, relata-se ter se tornado um centro bizantino. Com uma rica e extensa história, o vilarejo foi completamente abandonado em 1980 após inúmeros desabamentos de terra e terremotos, e hoje é um importante monumento histórico aberto para visitação.

13. Kennecott (EUA)

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Declarado como patrimônio histórico nacional, o campo de mineração abandonado Kennecott é um incrível local abandonado no estado do Alaska, EUA. Construído em 1911 o campo era usado para a extração de cobre e estima-se que tenha produzido cerca de 200 milhões de dólares durante seus 27 anos de funcionamento.

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Com seu destino traçado já em 1925, geologistas sabiam quando o minério se esgotaria na região, e o abandono do local era questão de tempo. Em 1938 o local foi completamente abandonado e sugeriu-se preservá-lo como parque nacional. Uma família de três pessoas serviu como zeladores do local até a década de 50 e posteriormente o local foi transformado em uma atração turística, sendo possível visitá-lo até hoje.

14. Pripyat (Ucrânia)

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Como não poderia deixar de faltar, a mais famosa das cidades fantasma do mundo, Pripyat. Popularmente conhecida apenas como Chernobyl, nome da usina nuclear que causou o maior acidente nuclear da história, a cidade ucraniana foi completamente abandonada após o acidente em 1986.

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Construída em 1970, Pripyat foi erguida para abrigar os trabalhadores da usina nuclear de Chernobyl, e ganhou o status de cidade em 1979. Em seu auge, a cidade contava com 49 mil habitantes, e possuía hospital, jardins de infância, escolas de ensino médio, academias, shoppings, cinema, clubes de tiro, parque de diversões e até dois estádios.

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O desastre nuclear de Chernobyl é considerado até hoje o maior da história, tanto em mortes como em custos. Cerca de 30 pessoas morreram diretamente em decorrência da catástrofe, e estima-se que outras 15 pessoas vieram a falecer posteriormente, devido a efeitos causados pela radiação.

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